Entry: the most affordable offer Wednesday, May 18, 2005



Vida leve, leve a vida, um capuccino com baunilha, um livro que faz rir destravado, grama, cheiros, cores vivas, sons metálicos repetitivos e distoantes, guitarras, violões e sorrisos, vozes, sussurros e gritos, o ponto alto da semana, aquilo que não vamos deixar de lado, a espera sem angústia, a novidade, o beijo, o abraço, a liberdade sem medo, a confiança base do relacionamento, os prazeres do corpo, a energia do sol, a viagem no fim da tarde, o barulhinho da chuva, a mensagem inesperada, as nuvens laranja, roxo e rosa, a música que corta o silêncio, os dissabores deixados lá atrás, o diálogo que nunca tivemos, as personalidades se degladiando, a destreza com que somos nós mesmos, a habilidade insigne de manter o silêncio, a glória da exposição, o reconhecimento da amizade, a vilania e a rebeldia da nossa verdade, o tempo que dedicamos a quem admiramos.
A oferta mais acessível tem o tempo que merece?

Ouvindo a chuva cair desesperadamente

   5 comments

Ma
May 21, 2005   05:49 PM PDT
 
Nunca, nunca temos tempo para fazermos tudo que queremos, na verdade não temos tudo o que queremos!! Batalhar por isso adianta? Mas para batalhar perderíamos um tempo precioso, todavia sem a batalha a vida continua monótona demais...
bjão da Ma, amei o que você escreveu no meu quadro!
guta
May 20, 2005   08:24 PM PDT
 
vou comprar teu silêncio e fazer dele um céu de baunilha
Lu
May 19, 2005   09:55 AM PDT
 
sabe?
então talvez tenha chegado a hora de dar a cara para bater e perguntar se tuas interpretações estavam corretas.... ou não...


sei lá
xera
May 18, 2005   02:47 PM PDT
 
Nando, sensacional este texto. eu estou seriamente pensando (odeio pensar que isso me torne preso ao abismo de só pensar) em mudar minha vida em razão dos meus sonhos. o melhor é que não estou com medo de tentar ser quem eu sempre quis. está na hora de eu me encontrar comigo mesmo. em algum lugar desse mundo, que não passa de uma pequena bobagem. viajei.
Lu
May 18, 2005   01:29 PM PDT
 
o diálogo que nunca tivemos...

me prendi nessa frase
e a reli umas mil vezes.


o estranho e absurdo é que
quando se tem mais que uma personalidade elas se degladiam dentro de si mesmo. o conflito é doloroso e duradouro. ninguém para, ninguém salva, ninguém nada...


deixa pra lá
ando pensando demais ultimamente.

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